Tenho lido um livro chamado “Comunicação Não-Violenta” que fala sobre empatia e honestidade nas relações diárias e em suas formas de comunicação. Um dos pontos que mais me chamaram atenção foi sobre fazer pedidos. Muitas vezes reclamamos, queremos que as coisas mudem mas não sabemos pedir. Nossas exigências não são atendidas e a gente se frusta. Não é culpa do outro, na maioria das vezes. A falta de objetividade ou até mesmo de entendimento sobre o que sentimos causa dificuldade em nos expressarmos da forma correta e geralmente vem acompanhada de frustração.
Reconheci muito do que descrevi acima em mim. Sempre tive dificuldade em entender o que sentia e foi uma longa jornada de autoconhecimento até começar a entender (não com total clareza ainda e acho que nunca) o que sentia. Reconhecer as emoções, sentimentos, o que deve permanecer e o que não. É uma difícil tarefa não confundir as coisas, entender e expressar o que sente sem transgredir o espaço do outro. Por si só entender o que se sente já é difícil, verbalizar, sem que haja confusão, é uma tarefa árdua. E ainda reagir ao outro sem se exceder, sem se ressentir.
Tarefa difícil a comunicação! Acompanhada de compreensão, empatia, honestidade e clareza requer um esforço ainda maior, mas a recompensa é valiosa. Relacionamentos baseados nesses princípios de comunicação tem melhor entendimento, tem menos respostas “na defensiva” e diálogos que não expressam exigências mas sim uma compreensão sem julgamento e com compaixão.
Ainda não sei me expressar como gostaria, ainda não sei entender todos os meus sentimentos e emoções mas com a percepção que tenho agora eu tenho um norte, uma perspectiva diferente e um modelo de como eu gostaria que as coisas fossem. Agora eu posso me esforçar pra por esse modelo em prática. Executar dia após dia uma comunicação menos na defensiva (inclusive hoje já falhei mas consigo agora perceber onde e o porquê), mais clara, mais direta.
Sempre disse que “eu não sei o que eu quero mas tenho certeza do que eu não quero” e concluo que: o livro me ensinou o aposto! As situações e relações que vivemos durante a vida nos mostram modelos do que queremos e do que não queremos. Exemplo: comi um sanduíche, eu não quero com alface no próximo porque não gostei. Mas e o que você gostou? E o que você quer? O que eu quero?
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